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Bom dia - Itabira, terça, 26 de janeiro de 2021 Hora: 10:01
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Festa vira foco de tensão em São João del-Rei

Conciliar o lazer de universitários que vivem em repúblicas com o direito à tranquilidade de moradores também é desafio em São João del-Rei, no Campo das Vertentes. Dados do 38º Batalhão da Polícia Militar mostram que, este ano, pelo menos três ocorrências de perturbação do sossego foram registradas por mês contra repúblicas estudantis. Foram 34 casos de janeiro a 10 de dezembro deste ano, contra apenas cinco no ano passado. Segundo o capitão Silas Florenzano, assessor de comunicação do 38º BPM, 11 pessoas chegaram a ser presas este ano por conta do problema e em pelo menos uma ocasião os policiais apreenderam o som de uma festa. Números que podem ser maiores, de acordo com o capitão. “Estamos falando somente dos boletins registrados, normalmente feitos porque uma parte deseja acionar a outra na Justiça. Há vários casos em que a viatura chega ao local, mas os militares conseguem resolver a situação com uma simples conversa ou orientação”, diz. 

Em locais de concentração de repúblicas, a equipe do EM flagrou momentos de tensão entre moradores e estudantes. Na Rua Frei Estevão, no Bairro Bonfim, uma mulher se manifestava de forma ríspida na porta de uma moradia estudantil. Ela protestava contra o barulho da noite anterior, quando, segundo ela, os universitário promoveram “baderna” na porta da casa dela. “Vocês bebem e vêm berrar aqui na porta. Não aguento mais”, gritava para um dos moradores da república. Depois da discussão, a aposentada Rosinete Maria Bassi, de 56 anos, disse que muitas pessoas entram e saem da casa para festas que duram toda a madrugada. “Essa república não pode ficar aqui. Eles bebem aqui na porta às 3h ou 4h da madrugada. A gente não aguenta mais”, reclama. “Além disso, muita gente tem a chave e, por isso, a farra corre solta”, acrescenta.

Morador da República Coliseu e um dos alvos dos protestos da aposentada, o estudante Tiago Félix, de 21, que cursa o oitavo período de economia na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), afirma que os estudantes são malvistos na cidade e cobrados por qualquer coisa que aconteça, mesmo que eles não sejam os responsáveis. “Nesse dia que ela reclamou, por exemplo, teve uma festa em outra república e, na volta, a galera passou fazendo barulho aqui na porta. Ela não quis nem saber e botou a culpa na gente”, rebate Tiago, garantindo que só moradores têm a chave da república.

A discussão sobre as festas em São João del-Rei ganhou mais força na cidade em março. Depois de uma festa para calouros de administração em uma república, um jovem morador do Bairro Tejuco, onde o evento era realizado, tentou forçar a entrada na comemoração. Acabou pressionado a sair, mas voltou pouco depois com um comparsa, que deu quatro tiros na porta da festa e feriu dois estudantes. Em maio, o prefeito Nivaldo José de Andrade (PMDB) baixou decreto com regras para as festas nas repúblicas, como necessidade de pagamento de imposto, contratação de seguranças e banheiros, comunicados à PM e aos vizinhos sobre as festas, além de multa em caso de descumprimento de qualquer artigo. 

Horários A medida indignou os estudantes, que reclamaram não ter sido ouvidos. Mas o próprios universitários dizem que o decreto não funciona na prática, por falta de fiscalização. O prefeito não quis se alongar em comentários sobre o decreto ou sua eficácia. Apenas disse que não foi necessário pôr em prática nenhuma lei, já que houve acordo com os estudantes para encerrar as festas às 22h. Para a vendedora Eliana Nascimento, de 34, o acordo para que as festas terminem mais cedo diminuiu o incômodo ao qual os moradores eram submetidos, mas diz que momentos finais das comemorações dos estudantes ainda trazem transtornos. “Minha avó mora perto de várias repúblicas e é comum ver brigas e muita sujeira na rua no fim das festas. O muro da casa dela costuma virar banheiro”, conta.

Para Rafaella Dotta, representante da Secretaria de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSJ, as medidas tomadas pela prefeitura contribuíram para acirrar o “conflito” entre alunos e comunidade. “Acaba que atrapalha ainda mais, porque São João não tem opções de lazer e a única possibilidade é restringida de uma forma não democrática”, considera. 

Prefeito eleito de São João del-Rei, Helvécio Luiz Reis (PT), que foi reitor da UFSJ por oito anos, diz que o conflito entre as repúblicas e a população em geral não foi um tema que veio à tona durante a campanha eleitoral, mas garante que está atento à questão e pode tomar uma atitude caso as divergências aumentem. “Em Lavras, a prefeitura fez uma parceria com a universidade e foi construído um local para as festas de estudantes, afastado da área residencial. É uma possibilidade, caso a gente avalie que a situação não está se sustentando da forma atual”, disse


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